Pálido pálio lunar…

data 2016 (rev. 2017)

dedicatória Ao compositor Cândido Lima, pela sempre gentileza e amizade

poema sinfónico “sobre “Minuete invisível” de Fernando Pessoa (Portugal Futurista, 1917)

duração 14′

efectivo banda sinfónica

estreia Banda Sinfónica Portuguesa, sob a direcção de Luís Carvalho, Sala Suggia, Casa da Música, Porto, Portugal, 15/01/2017

distinção Menção Honrosa no V Concurso Nacional de Composição




Elas são vaporosas,
Pálidas sombras, as rosas
Nadas da hora lunar..

Vêm, aéreas, dançar
Com perfumes soltos
Entre os canteiros e os buxos…

Chora no som dos repuxos
O ritmo que há nos seus vultos…

Passam e agitam a brisa…
Pálida, a pompa indecisa
Da sua flébil demora
Paira em auréola à hora…

Passam nos ritmos da sombra…
Ora é uma folha que tomba,
Ora uma brisa que treme
Sua leveza solene…

E assim vão indo, delindo
Seu perfil único e lindo,
Seu vulto feito de todas,
Nas alamedas, em rodas,
No jardim lívido e frio…

Passam sozinhas, a fio,
Como um fumo indo, a rarear,
Pelo ar longínquo e vazio,
Sob o, disperso pelo ar,
Pálido pálio lunar…

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